Sono e estresse
O papel da privação do sono no estresse e ganho de peso

O sono normal é reparador e vital, como a alimentação e a respiração. Tem início com um quadro de sonolência superficial, evoluindo com o passar do tempo para estágios de maior profundidade, onde há total repouso do sistema nervoso central e relaxamento muscular completo, envolvendo não somente os músculos dos braços e pernas, mas também a musculatura do coração e dos vasos sanguíneos. Aos poucos, há redução da pressão arterial e o trabalho cardíaco se torna menor. No estágio de sono profundo, nós descansamos e sonhamos. Todo o nosso organismo repousa e se recupera do stress e do trabalho diurno.

O sono tem se mostrado tão importante para a saúde das pessoas que passamos a estudar a sua qualidade além da sua duração. Nos últimos 30 anos, a média de sono noturno das pessoas sofreu uma redução de 8/9 horas para 6/7 horas. Entre os americanos, a média de sono é ainda menor, uma vez que 30% deles dormem menos do que 6 horas por noite. Vários estudos recentes têm relacionado a privação do sono com a ocorrência aumentada de obesidade e de diabetes tipo 2.

Por outro lado, dormir as cerca de oito horas recomendadas não significa sono reparador. Nesse contexto, a situação mais comum é a chamada apnéia do sono, uma forma de dificuldade respiratória, que cursa com obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores, resultando em períodos de parada respiratória, baixa oxigenação sanguínea e despertares noturnos freqüentes.

Ambas as condições, privação e má qualidade do sono estão relacionadas com a ocorrência de obesidade. Apesar de ainda não comprovadas, as prováveis causas dessa relação podem estar associadas ao stress crônico. Além dele, várias alterações hormonais induzidas pela privação de sono podem influenciar o ganho de peso, como é o caso da grelina e leptina, hormônios relacionados ao controle da fome e da saciedade e que tem se mostrado alterados nos distúrbios do sono.

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